Óbito
Erivelto Reis
Continuar a viver
Depois da perda de um ente amado
Parece ilícito, parece errado...
É tanto tempo chorado,
Desesperado,
Desexercício de diálogo,
Desperdício de todo leite derramado...
Que o sol que aquece o mundo
E ilumina as folhas e o gramado
É afronta ao túmulo, à cova,
Ao mausoléu claudicante que anda e fala
Em que vemo-nos transformados.
Uma noite, depois de sonhos inquietos,
A vida dos remanescentes cessa...
Depois que a luz de um ente querido apaga!
Por agora...
E nunca mais!
Será, de novo,
Tempo de jabuticabas.
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