Sabre
Erivelto Reis
Senhores,
Vossas cadeiras são fantasmas,
Assombram quando o espírito mau
As possua...
Vossas tentativas de astúcia
São lupas de vossa horrenda
E desmedida incapacidade.
Elenco de vossa fúria
É a ignorância não ignorável
De vossa inveja, de vosso recalque:
Pagar pela viagem,
Não aproveitar a paisagem
Porque não sabe para onde vai
E porque se esqueceu de onde veio.
Vosso poder é um devaneio
Vossos fiadores estão morrendo de medo
De que vossas tramas
Estreiem ante a plateia
Que não ri de vossos truques
E que sabe que o que ofereces
Não chega nem perto de um espetáculo.
Vossos sonhos são ganâncias
Aos quais vossa estupidez
É obstáculo.
Vossas bocas cospem delitos
Vossas mãos simulam tentáculos.
Vossos sonhos são artimanhas
Às quais vossa estupidez
Converte em provas
De vosso ostensivo fracasso.
Senhores...
Inútil querer o que o poder não pode
Inútil querer o que o saber não sabe.
Vosso gesto insalubre,
Parte de vosso costume:
Esmurrar uma porta que jamais se abre,
Brandir pra ameaçar com a guarnição
Sem gume, sem sabre...
