Mano a Mano
Erivelto Reis
Não sou mais aquele que eu era:
Passou o tempo,
Perdi momentos,
Mudaram-me os sentimentos...
Não sou mais.
Depois do primeiro poema,
Depois da primeira lágrima,
Passei a ter uma lavra:
Lavoura de palavra de poeta
Que semeia
Castelos de ar e areia.
Não sou mais,
Depois que me deixei levar,
Saiu de mim um poema
Com a tristeza de quem
Está longe de tudo,
De seu amor, de seus filhos,
Ou de seus pais
E sabe, lá no fundo,
Que nada vai voltar mais.
Sou um rio que não flui.
Não sou mais aquele que fui.
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