Papel
Erivelto Reis
Você não respeita o suor do meu rosto
Meu espaço de trabalho, seu espaço de estudo...
Não respeita o meu presente,
Me respeitará no futuro?
Meu conhecimento,
Que com você eu divido,
O que gostaria de construir com você,
São trapos, farrapos, migalhas,
Pra debaixo do tapete varrer?!
Me despreza e desdenha e critica
Mas quer ser tratado com distinção e decência
Se eu te tratasse como sou tratado...
No primeiro ato, você perderia a paciência...
Ah, se você me tratasse como se valorizasse a docência.
Acorda, pessoa de ética eólica,
Muda sua situação:
Estuda, respeita, trabalha,
Meu fardo é minha cangalha,
Meu pedido é minha indignação.
Aqui, em Paris ou em Roma,
Quem toma as atitudes que você toma,
Com certeza, o seu diploma,
Por favor, vê se me ouve:
Não serve nem pra papel de pão,...
Não serve nem pra papel de açougue!
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