Desdito
Erivelto Reis
Erivelto Reis
O que mata o amor
Não é o tempo,
A falta de tempo,
O desalento,
Ou outro elemento.
O que mata o amor
Não é a distância,
A arrogância,
A intolerância,
Ou outra forma de errância...
A morte do amor
Não é desamor,
Ódio ou dissabor.
A morte do amor
É não amar o amor,
É o antiamor.
Matar amor
É amar o reflexo,
É buscar nexo,
É desdesejar o sexo...
Matar o amor
É um ato inexato,
É um desdom inato,
Nem sempre acontece...
Mas, se acontece, é fato.
Ninguém ama desamar
O amor,
O objeto do amor,
O motivo do amor.
Omitir surpresas,
Emitir ofensas,
Silenciar e não compreender carências.
Aquele que, podendo amar, não ama,
Aquele que, podendo amar, desama,
Não o faz de cabeça erguida,
Com orgulho,
Autor de enredo de trama...
Aquele que podendo amar, sucumbe,
Tem nas mãos o roteiro do destino
Que não cumpre.
Não é o tempo,
A falta de tempo,
O desalento,
Ou outro elemento.
O que mata o amor
Não é a distância,
A arrogância,
A intolerância,
Ou outra forma de errância...
A morte do amor
Não é desamor,
Ódio ou dissabor.
A morte do amor
É não amar o amor,
É o antiamor.
Matar amor
É amar o reflexo,
É buscar nexo,
É desdesejar o sexo...
Matar o amor
É um ato inexato,
É um desdom inato,
Nem sempre acontece...
Mas, se acontece, é fato.
Ninguém ama desamar
O amor,
O objeto do amor,
O motivo do amor.
Omitir surpresas,
Emitir ofensas,
Silenciar e não compreender carências.
Aquele que, podendo amar, não ama,
Aquele que, podendo amar, desama,
Não o faz de cabeça erguida,
Com orgulho,
Autor de enredo de trama...
Aquele que podendo amar, sucumbe,
Tem nas mãos o roteiro do destino
Que não cumpre.
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