Tábua sem salvação
Erivelto Reis
Tristeza mareja o olhar
Saudade turva:
Tábua sem salvação!
Enquanto se tenta respirar...
Desespero é espalhar as lágrimas
No rosto, apertar os olhos,
Debatendo-se desordenadamente,
Gritando silenciosamente...
Soluçando cada sílaba
Do nome à deriva...
Medo: ente desobediente!
Naufragado etéreo.
Um mar na cara
Afogando o tempo...
–Tábua sem salvação –
Parados na eternidade do sofrimento.
Desesperado coração,
Desesperada mente.

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