Não sou eu
Erivelto Reis
Certamente, não sou eu
Quem deseduca o seu filho.
Certamente, não sou eu
Quem deseduca o seu filho.
São os teus secretos vícios,
É a intolerância e o fanatismo
É a inveja e a estupidez
São seus traumas de infância...
É a sua arrogância
E a visão desatualizada
Que tens sobre a educação.
É o dinheiro que te sobra
É o dinheiro que te falta
É a tua política de trocar
O teu voto por ilícita vantagem
E por qualquer favor...
É o respeito que não tens
Por alguém que acolhe o futuro
Da geração do teu amor.
Certamente, não sou eu
Quem deseduca o seu filho.
Certamente, não sou eu
Quem deseduca o seu filho.
É a bestial rede antissocial
Que abriste como
Se adormecesse o Cérbero
Para que teu rebento
Fosse habitar no hades virtual
E assim, anestesiar o cérebro,
Tornando-o pouco usual.
É a tela sempre usada
Como amiga, conselheira e babá
É premiar o mal feito
É a ética rara, escassa
É a falta de diálogo
Só menor que a de exemplo
Que cultivas no jardim de tua casa.
Certamente, não sou eu
Quem deseduca o seu filho.
Certamente, não sou eu
Quem deseduca o seu filho.

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