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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre e Doutor em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Poema: "Dissonantes", de Erivelto Reis

Dissonantes

Erivelto Reis

 

É preciso ter esperança

Para ter coragem

Às vezes ocorre uma coragem

Sem esperança,

Uma centelha disruptiva

Entre o emocional e o racional.

É preciso ter coragem, apesar da esperança

Para dizer claramente

Que os pactos silenciosos

Entre os estúpidos e violentos

E mal intencionados

Não se chama coragem, se chama covardia.

Não se atribua a esses

Ilações sobre ética e consciência...

Os corajosos e esperançosos

Debatem em campo aberto

À luz do dia, sem reféns e sem escudos.

Sua coragem liberta, liberta-nos, liberta-os.

A coragem esperançosa dos utópicos

Difere em muito

Da covardia preguiçosa dos dissonantes

Onírica e cognitivamente.

Os utópicos penam, padecem

Os dissonantes ruminam.

Não dá pra dizer, a priori,

A quem a ruína escolha:

Os que sonham corajosamente

Os que tramam covardemente...

Mas dá pra saber quando há escombro

Escorado em carma.

É só olhar com calma.

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