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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre e Doutor em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Poema: "Anatomia de um Pixuleco", de Erivelto Reis

Anatomia de um Pixuleco
Erivelto Reis

Usa o poder para se autopromover
Paga com o poder os débitos e favores
Que acumula, secretamente,
Servindo aos interesses de terceiros
Que o conduziram ao posto que ocupa.
Usa o poder pra inibir, perseguir ou desarticular
Os que lhes sejam contrários,
Subverte as regras e leis
Em benefício de sua incapacidade,
De sua inabilidade, sua autocracia,
Ou dos interesses que tenta ocultar ou camuflar
Com sua prática danosa política,
Ética e laboralmente questionável.
Sua retórica é rasa,
Constitui-se de axiomas extraídos do senso comum,
De silogismos que envergonham
Quem trabalha ou pesquisa realmente
Uma determinada área do conhecimento.
O Pixuleco é pródigo em bravatas e negociatas...
Omite informações
Ou espalha ilações maledicentes
Sobre os que discordam
De sua postura e de seus métodos.
Sua moralidade está a serviço de suas cascas de ferida...
Não deem poder aos Pixulecos.
E não é só no STF que eles aparecem.

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