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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Poema: Óbito - Erivelto Reis

Óbito
Erivelto Reis

Continuar a viver
Depois da perda de um ente amado
Parece ilícito, parece errado...
É tanto tempo chorado,
Desesperado,
Desexercício de diálogo,
Desperdício de todo leite derramado...
Que o sol que aquece o mundo
E ilumina as folhas e o gramado
É afronta ao túmulo, à cova,
Ao mausoléu claudicante que anda e fala
Em que vemo-nos transformados.
Uma noite, depois de sonhos inquietos,
A vida dos remanescentes cessa...
Depois que a luz de um ente querido apaga!
Por agora...
E nunca mais!
Será, de novo,
Tempo de jabuticabas.

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