Blitz
Erivelto Reis
Usa o idioma, usa o cinema
E a sua música pra vender
A ideia de um lugar alegre
A ideia de um lugar feliz...
O norte-americano tosco gosta
É de abrir uma cova
Pra enterrar a soberania de outro país
Usa a economia, as universidades
As forças armadas, a busca da liberdade
E da democracia como fachada,
Exclusividade de sua força motriz...
O norte-americano monstro não presta
Pode começar uma guerra
Pra explorar e explodir
Pessoas e governos em outro país
Se fecha para o mundo
E posa de vitrine,
E modelo de tecnologia e modernidade
Para todas as nações
Enquanto mantém um ninho de ratos,
Uma CIA de assassinos e espiões
E de tempos em tempos
Elege e reelege inimigos além das fronteiras,
Depõe governos e
Faz a sua nova blitz...
Animal apocalíptico sem verniz
Ignora a ONU, a cooperação multilateral
De qualquer tratado internacional...
O norte-americano mau, moralista fajuto
Faz da guerra e da morte
A mola propulsora de seu lucro.
De vez em quando um Clinton,
De vez em quando um Kennedy
De vez em quando um Bush
De vez em quando um Reagan
De vez em quando um Truman
De vez em quando um Trump
De vez em quando um Carter
De vez em quando um Biden
Isso não é acaso, isso não é acidente
É um padrão de violência
É a recorrência histórica
Da escolha de padrões de governo
Explicitada pelas políticas de guerra,
De intervenção econômica
Mantidas por seus presidentes.

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