Quem sou eu

Minha foto
Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre e Doutor em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Poema: "Blitz", de Erivelto Reis

 Blitz

Erivelto Reis

 

Usa o idioma, usa o cinema

E a sua música pra vender

A ideia de um lugar alegre

A ideia de um lugar feliz...

O norte-americano tosco gosta

É de abrir uma cova

Pra enterrar a soberania de outro país

 

Usa a economia, as universidades

As forças armadas, a busca da liberdade

E da democracia como fachada,

Exclusividade de sua força motriz...

O norte-americano monstro não presta

Pode começar uma guerra

Pra explorar e explodir

Pessoas e governos em outro país

 

Se fecha para o mundo

E posa de vitrine,

E modelo de tecnologia e modernidade

Para todas as nações

Enquanto mantém um ninho de ratos,

Uma CIA de assassinos e espiões

E de tempos em tempos

Elege e reelege inimigos além das fronteiras,

Depõe governos e

Faz a sua nova blitz...

 

Animal apocalíptico sem verniz

Ignora a ONU, a cooperação multilateral

De qualquer tratado internacional...

O norte-americano mau, moralista fajuto

Faz da guerra e da morte

A mola propulsora de seu lucro.

 

De vez em quando um Clinton,

De vez em quando um Kennedy

De vez em quando um Bush

De vez em quando um Reagan

 

De vez em quando um Truman

De vez em quando um Trump

De vez em quando um Carter

De vez em quando um Biden

 

Isso não é acaso, isso não é acidente

É um padrão de violência

É a recorrência histórica

Da escolha de padrões de governo

Explicitada pelas políticas de guerra,

De intervenção econômica

Mantidas por seus presidentes.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário