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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Poema: A memória das plantas - Erivelto Reis

A memória das plantas

Erivelto Reis

O dia e a noite ensinam
Que as plantas têm memória…
A sombra da tarde,
– A clorofila das folhas,
A seiva que escorre manchando de letras o papel:
Passado e futuro do vegetal existir.
O alvorecer e o escorrer do orvalho,
O balançar dos galhos
Que lembra a brisa suave:         
(Movimento combinado
Do orgânico, botânico,
Telúrico recordado).
Forma e função na memória
Dos atos.
Literatura é muito disso:
Fotossíntese das palavras e silêncios da alma…
Ou quase, ou mais que isso.
Agora não me recordo.
A semente
É a reencarnação das plantas
Metafísica memória
A cor das flores é memória
De cada estação…
De como
E quando quase tudo floresce!
A humanidade também tem memória
 – Seletiva –, do mal que sempre lembra
E do bem que é feito,
Do qual, de vez em quando,

Esquece.

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