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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

POEMA: "MONÓLOGO DE UM FORASTEIRO QUE NÃO SABIA O QUE SE PASSAVA EM DENVER", de Erivelto Reis

MONÓLOGO DE UM FORASTEIRO QUE NÃO SABIA O
QUE SE PASSAVA EM DENVER
Erivelto Reis

Para Cícero César e Flávio Pimentel
Alguém desarme esses homens
Antes que eles derramem mel nas nuvens
E pólvora nos ouvidos.
Sua sina, sanha ou meta
De vingar com as palavras
Que escamparam da morte
Os que delas precisaram
E foram silenciados,
Vai lavá-los à forca,
Às cruzadas, palavras-cruzadas,
E à estupidez dos lúcidos
Ante o inexorável.
Não veem - os que se julgam arautos!
Que em Denver
A honra se faz com
A caneta e o papel
E duas doses de tequila
Com sal e limão...
Ou qualquer destilado
Porque deste lado do balcão
Quem serve o freguês
Não sabe nunca
Quando o seu pedido é último
E quando será a sua vez.
Bebam tulipas de cerveja gelada
Passem ao largo!
Pelas ruas de Denver só suas sombras
Devem deixar rastros.
Não sei bem quem são,
Mas pela liberdade
Com que expressam
Sentimentos e polêmicas,
Ah, amigo, esses caras
Só podem estar querendo
Arrumar confusão!
Eu que não vou mexer com eles
Vai que eles sacam as armas,
Puxam o gatilho
E matam todo mundo
Com um novo poema lindo
Ou com uma bela canção.
Eu quase pedi pouso em Denver,
Mas esse lugar não é para os fracos, não.

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