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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

domingo, 6 de junho de 2010

O Delírio de um Poeta

O Delírio de Um Poeta
Erivelto Reis

Por onde passei, ouvi mágoas.
Transformei-as: Belas!
Embora, muitas delas
Eu não pudesse compreender.
Por onde passei, ouvi gritos.
Histéricos, ridículos...
Que então, trouxeram
Aos meus sentidos,
A agonia de viver!
Por onde passei, deixei marcas,
Aos poucos, ofuscadas
Pela brilhante luz dos tempos!
Fui muito longe...
Estive em quase todos os lugares,
Em quase todos os momentos.
Fui a lágrima de um palhaço...
Do fim, fui eu o adeus!
Do lutador, fui o cansaço.
Do espelho, fui a imagem.
Do amor, fui a paixão.
Do amigo, o inimigo...
Do corpo, o coração!
Da vida, eu fui a morte.
Dos maus, eu fui o bem.
Do passado eu fui presente.
Do azar, eu fui a sorte.
E da ausência, eu fui ninguém...

Da noite, eu fui o medo.
Dos olhos, fui a retina.
Do ódio, eu fui o perdão...
Das drogas, fui cocaína!
Por onde passei,
Eu vi moças
Alegres e soltas,
Que de tão fúteis,
Sequer descobriram
A dor de não ter como ser!
Eu sempre segui meu caminho
Pisando em espinhos...
Vago à sombra da luz
Sem ter ninguém
Para me acompanhar,
Nem retirar as duras pedras
Da estrada...
Sei que vou morrer,
Por isso eu quero lhe dizer,
Que tentando ser tudo na vida...
(Hoje eu sei!)
Eu não fui nada pra você.

Um comentário:

  1. É assim que se vive palavras....
    brincando com as grandes fortalezas dentro de nós.
    Adorei o poema
    glaucilene - aluna feuc - sextas manhã

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