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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

PERDA PREMATURA DA POESIA

PERDA PREMATURA DA POESIA
Erivelto Reis
Confessar o pecado de deixar
Passar em branco
Toda a idéia de uma trova,
De um soneto ou de um simples verso
E assim admitir-se perverso
Remoer o remorso de amar
Uma arte que não se deixa dominar
A Poesia não aceita coleira,
Enforcadeira ou mordaça,
Ela morde e arranca emoções
Por onde passa
Fazendo o Poeta ser seu refém e comparsa.
Lamentar a falta de caneta,
Pedaço de papel...
Amaldiçoar o excesso de inspiração
Quando não se tem
Nem se quer um gravador à mão.
Tentar convencer-se
Que a Poesia veio em hora errada,
Por ter vindo em meio às lágrimas
Ou então, de madrugada!
E conformar-se com essa perda
Para a vida inteira
E recordar o nosso grande
Manuel Bandeira
− Um Poeta Semi-Deus... −
Pensando na Poesia que podia ter sido
E que não foi,
No verso abortado, que podia ter nascido
E não nasceu.

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